| A primeira viagem transatlântica do Hindenburg
Orgulhosamente apresento essa animação sobre o LZ129 Hindenburg no Brasil, a animação mostra dados históricos sobre a relação da Zeppelin com o Brasil e trás muita informação levantada com meses de pesquisa em diversas fontes. A animação trás um conteúdo bem extenso sobre a tecnologia usada nessa aeronave e retrata, em detalhes, o cálculo da capacidade de elevação de um dirigível preenchido com hidrogênio. O conteúdo histórico está muito bom, mas a parte de física ficou especial.

Sobre o Gog Escola
O Gog Escola é um projeto inovador de animações gratuítas para apoio as aulas. Através do uso das animações/simulações pode-se representar com detalhes qualquer fenômeno ou fluxo dentro de qualquer assunto dessas disciplinas, isso torna o entendimento muito mais fácil, torna o assunto mais interessante e facilita o entendimento do aluno e o trabalho do professor. Saiba mais aqui
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Descrição
Em 31 de março de 1936 o Hindenburg saiu do campo de pouso de Lowental, na cidade de Friedrichshafen as margens do Lago de Constança (Bodensee), no que seria o primeiro vôo transatlântico do Hindenburg. A empresa Zeppelin já fazia voos para o Brasil desde 1930, porem a plano era estabelecer voos regulares para atender a classe alta brasileira, membros do governo. O dirigível era uma opção aos transatlânticos que demoravam 10 dias para a travesia, em comparação com o dirigível que fazia em 5 dias e com muito mais conforto e comodidade, pois os transatlânticos mas luxosos da época preferia atuar no Atlântico norte entre os EUA e a Europa. Essa velocidade e conforto tinha um custo alto Uma passagem para o Rio de Janeiro custava 1400 Reichsmark, numa época em que um operário ganhava em média 120 Reichsmark por mês.
O governo francês não concedeu direitos de sobrevoar seu espaço aéreo, obrigando o voo a fazer uma rota tortuosa através da Holanda e do Canal da Mancha antes de seguir pela Península Ibérica, depois pelas Ilhas Canárias e seguir para o Brasil com previsão de voo de 3 dia e meio.
A época o Rio de Janeiro era a capital do Brasil uma das cidades mais importantes do mundo com uma alta demanda pelo serviço dos dirigíveis, havia muitos descendentes de alemães.
Em 1933, os alemães vieram ao Brasil, para projetar um hangar para as aeronaves, em Santa Cruz. Tal hangar, pré-fabricado, foi construído pela Guttehoffnungshutte Aktien Geselschaft, na Alemanha, transportado por vida marítima e montado em Santa Cruz pela Companhia Construtora Nacional, durante 23 meses, empregando 5.500 operários, a partir de 1934.
O gigantesco hangar, ainda existente, tem 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura, e é orientado no sentido norte-sul. os dirígíveis entravam pela porta sul, rebocados pela torre, que era móvel e se deslocava sobre trilhos.
Chegada no Recife
Durante a viagem um dos 4 motores do Hindenburg apresentou problemas então foi feito um parada no Recife, Pernambuco para reparos. O Recife foi a primeira cidade na América do Sul a receber um Aeródromo para dirigíveis. O primeiro pouso no Recife foi em maio de 1930 feito pelo LZ 127 Graf Zeppelin. No campo de pouso no bairro de Jiquiá ainda preserva a torre de atracação considerado o último exemplar original deste equipamento no mundo.
O Recife junto com o Rio de Janeiro formavam os dois pontos de pouso para dirigíveis no Brasil. No inicio das operações o Zeppelin vinha somente até o Recife, e de lá retornava para a Alemanha. Os passageiros com destino ao Rio de Janeiro faziam uma conexão com as aeronaves do Sindicato Condor, que completava a viagem com seus hidroaviões. Posteriormente, a Zeppelin passou a voar regularmente para o Rio de Janeiro, e depois passou a operar vôos também para Buenos Aires, a partir de meados de 1934.
Chegada ao Rio de Janeiro
Após 100 horas e 40 minutos de vôo o Hindenburg chega a então capital do Brasil o Rio de Janeiro. Para atender os dirigíveis alemães o Ministério da Agricultura doou terreno de 80 mil metros quadrados, no bairro de Santa Cruz. Onde foi construído um aeroporto para dirigíveis, ao qual foi dado o nome de Bartolomeu de Gusmão, em homenagem ao pioneiro balonista brasileiro. Em 1933, os alemães projetaram um hangar para as aeronaves. Esse hangar pré-fabricado de estrutura metálica, foi construído na Alemanha, transportado por vida marítima e montado em Santa Cruz pela Companhia Construtora Nacional. O gigantesco hangar, ainda existente, tem 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura, hoje é usado como Base Aérea pela Força Aérea Brasileira, é um dos últimos hangares para dirigíveis existentes no mundo , registro vivo dessa incrível e fascinante historia.
A grande maioria dos voos do Graf Zeppelin para Brasil foi comandada por Hugo Eckener. Eckener, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães, acabou excluído dos últimos voos dos Zeppelins, especialmente os do Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista. Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazista que acabou falecendo no desastre do Hindenburg, em maio de 1937.
O Graf Zeppelin completou, no total, 147 voos ao Brasil (sendo 64 transatlânticos) entre os 590 voos da sua longa carreira de 17.177,48 horas de voo, em nove anos de operação (1928-1937), o que tornou-o o mais bem sucedido dirigível da história da aviação. Foi uma fantástica e impecável carreira para uma aeronave que foi projetada e construída como protótipo, mas que, de tão perfeita, acabou sendo colocada em serviço. Transportou um total de 34 mil passageiros, 30 toneladas de carga, incluindo duas aeronaves de pequeno porte e um carro, e 39.219 malas postais, com total segurança e sem acidentes.
A temporada de 1936 dos dirígiveis alemães foi marcada pelo primeiro voo comercial do D-LZ129 Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin. Esse voo inaugural, comandado por Lehmann, foi feito para o Brasil, e decolou para o Rio de Janeiro em 31 março de 1936. O grande maestro Heitor Villa-Lobos foi dos passageiros do Hindenburg, quando este retornou à Europa, em abril.
Referências Bibliográficas
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