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| História da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
Essa série animada mostra as motivações para construção da EFMM no meio da selva amazônica no século XIX. Para isso foram criadas ilustrações mostrando as construções e eventos que marcam essa incrível história

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Descrição

A história da EFMM começa na Bolívia com a necessidade desse país de escoar seus produtos, principalmente a borracha natural, produzida a partir do látex da seringueira.

A seringueira é uma árvore originária da bacia hidrográfica do Rio Amazonas, onde existia em abundância e com exclusividade, isso é, só existia nessa região. Essas características que geraram o extrativismo e o chamado ciclo da borracha, período da história brasileira de muita riqueza e pujança para a região amazônica. Porém, já a partir de 1875, os britânicos haviam coletado sementes da seringueira no vale do Tapajós, e levado para as colônias britânicas, na Ásia, iniciando-se o processo de multiplicação da seringueira no Sudeste Asiático, sobretudo na Malásia.

Ali a produção acabou por superar a do Amazonas. Em consequência, inicia-se o esgotamento do ciclo da borracha, com um gradual esvaziamento econômico da região. Voltando a história da EFMM se olharmos no mapa podemos ver que a Bolívia não tem saída para o oceano. Então em 1846, o engenheiro boliviano José Augustin Palácios convenceu as autoridades locais de que a melhor saída de seu país para o oceano Atlântico seria pela bacia Amazônica. Augustin era contra a ideia de saída pelo Pacífico dada dificuldade para transpor a cordilheira dos Andes e também dada a distância do oceano Pacífico dos mercados da Europa e dos EUA.

O plano de Augustin era escoar a produção por via fluvial usando as calhas de navegação dos rios Guaporé e Mamoré, na divisa com o Brasil, depois pelo rio Madeira até o Rio Amazonas e do Rio Amazonas até alcançar o oceano atlântico no extremo norte do Brasil.

O problema é existia um trecho encachoeirado nos rios Madeira e Mamoré, composto de 19 cachoeiras que inicia onde hoje é Guajará-Mirim e termina no povoado de Santo Antônio. Essas cachoeiras impendiam a livre navegação dos navios à vapor usados na época. Foi então, em 1851, que o governo dos Estados Unidos – outro grande interessado no comércio com a região e de olho nas riquezas minerais e florestais da região amazônica – tanto contratou o tenente Lardner Gibbon para estudar a viabilidade do empreendimento via rio Amazonas.

Então em 1852, Gibbon concluiu o trajeto Bolívia-Belém, descendo pelo lado boliviano os rios Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas, ratificando a ideia de Augustin, e concluindo pela viabilidade da construção de uma ferrovia contornando o trecho encachoeirado de 366 km entre Guajará-Mirim e Santo Antônio. Porém devido à inconveniência de estabelecer um porto de grande movimento no local foi resolvido fazer a estação inicial a uma distância de 7km do povoado de Santo Antônio em local com um antigo porto, chamado Porto Velho. Assim nascia a EFMM. E junto a cidade de Porto Velho.

Referências Bibliográficas

Borzacov, Yêdda Pinheiro, Prefeitura Municipal/Secretaria de Cultura Esporte e Turismo - SEMCE - Uma História em Gravuras: Catálogo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Porto Velho, Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia e da Academia de Letras 1998, 129p

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