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Sobre esse vídeo | As Grandes Navegações ou Era dos Descobrimentos

Série de vídeos sobre as Grandes Navegações retratando o período de 1415 início da exploração portuguesa na África a 1642 início da colonização da Oceania, os vídeo iniciais mostram as motivações e dificuldades, depois um interessante vídeo sobre como era o comércio no índico antes da chegada dos europeus na Ásia, depois é retratado a conquista dos exploradores seguindo uma ordem cronológica dos eventos

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Resumo

VÍDEO 1.INTRODUÇÃO
As Grandes navegações ou Era dos descobrimentos é o nome que se dá ao período da história entre 1415 início da exploração portuguesa na África e 1642 início da colonização da Oceania. Durante esse período os europeus, inicialmente por portugueses, depois espanhóis e, posteriormente, por França, Inglaterra e Holanda, exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio, chegando à Austrália em 1606 e à Nova Zelândia em 1642. A exploração europeia perdurou até realizar todo o mapeamento global.
As grandes navegações podem ser vistas como um avanço na tecnologia de navegação, cartografia, comércio, etc. É uma parte extremamente importante da história pois marca a passagem do feudalismo da Idade Média para a Idade Moderna, com a ascensão dos estados-nação europeus, descoberta do continente americano, surgimento dos impérios coloniais.
A visão desse período é muitas vezes retratam com um certo romantismo e mostras seus feitos como avanço tecnológicos e evolução do mundo, os exploradores de heróis corajosos, Porém, do ponto de vistas dos Índios americanos dizimados, nações destruída com os Incas, Maias e Astecas, dos africanos que sofre séculos de exploração escravista que mostra conseguencias até hoje veremos que esse heróis se transformam em assassinos e ladroes.
Esse conteúdo é divido em uma série de videos sendo o primeiro fala sobre as especiarias, principal motivação commercial, em seguida uma interessante exposição do cenário de como era esse comércio antes do aparecimento dos europeus na Ásia. Depois é mostrado na seguencia o avanço portugues na árfirca e ásia, pontuando as conquista os principais exploradores e suas viagens e finalizar monstrando as conquista de exploradores franceses e ingles

VÍDEO 2.MOTIVAÇÕES
Mas é importante saber quais foram as motivações que derem início a todo esse período histórico.
Quando se fala do período das Grandes Navegações o que se tem que ter em mente é o rico comércio de produtos vindos da Ásia principalmente as especiarias que estavam entre os mais caros e procurados produtos da Idade Média: os exemplos são vários:  gengibre, noz-moscada, cravo, canela, pimenta além de drogas, ópio, incensos e diversos outros que eram intensamente usadas na medicina, na indústria farmacêutica, cosméticos, perfumaria, bem como aditivos alimentares e conservantes, além de rituais religiosos. Ah sim, não esquecendo do luxuoso comércio  de seda vindo da China, que como veremos, possuía rotas próprias marítimas e terrestres para seu transporte.
Para se ter uma ideia do quanto era valioso esses produtos: Suponhamos que em preços atuais 1 kg de pimenta valesse 10 R$ no sul da índia, por  via marítima e terrestre chegaria a Europa valendo R$ 1000,00

VÍDEO 3. COMO ERA ANTES DAS GRANDES NAVEGAÇÕES, COMO OS PRODUTOS ORIENTAIS CHEGAVAM NA EUROPA - O DOMÍNIO ÁRABE DO ÍNDICO
O objetivo desse vídeo é mostrar como os produtos oriundos do oriente chegavam à Europa antes das grandes navegações.
O transporte começa com os comerciantes muçulmanos, na sua maioria árabes, que dominavam as rotas de  navegação no Oceano Índico eram grandes conhecedores dos ventos de Monções típicos da região.
Para quem não sabe os ventos de monções são ventos que se caracterizam pela mudança de direção de acordo com as mudanças de temperatura no decorrer do ano. Ora o seu movimento vai do Oceano Índico para o continente, é a monção de verão ou marítima, ora vai do continente para o oceano, é a monção de inverno ou continental.

Esses mercadores comercializavam e transportavam produtos oriundos de todas as partes da Ásia ligando os principais portos da região:
Na costa africana os portos rivais de Mombaça e Melinde no Quência, essa rivalidade favorecerá os portugueses no futuro, na Índia havia os portos Goa, Mumbai e principal deles o de Calicute, na China o principal era o de Hong Kong onde se comercializava a seda e outros produtos vindos do interior do pais, descendo para o sudeste asiático havia diversos portos menores nas ilhas da indonésia: Malásia, Cingapura, Java e a lendária Molucas, ilha das especiarias.
Desses portos os comerciantes iam para oeste até a Europa, passando por duas rotas: pelo estreito de Ormuz navegando no Golfo Pérsico onde hoje é o Kuait dalí por rotas terrestes até as margens do mediterrâneo, e navegando no Mar Vermelho até Suez, onde hoje existe o canal de suez., como não havia canal o transporte era feito via rotas terrestres, até a costa do mediterrâneo, em portos como o de Alexandria, e passando por damasco  até o porto de Beirute onde hoje é Líbano.

Além disso havia a rota da seda continental feita por terra por mercadores que transportava a seda saindo de Pequim no leste da China passando pelo interior do país onde direcionava para o sul na Índia e para oeste passando pelo Cairo no Egito até o porto de alexandria e por damasco até o porto na costa de onde hoje é o Líbano e tampém pela Turquia até Constantinopla, atual Istambul. Lembrando que na época toda essa região fazia parte do império Bizantino, que era a parte oriental do império Romano.
NO mediterrâneo o transporte era de domínio dos italianos, na verdade não existia um estado italiano unificado como conhecemos hoje era composto pelas cidades-Estados como: República marítimas de Veneza, Gênova que após coletar os produtos pelos vários portos no mediterrânico os transportava e os comercializava em toda a Europa.
Durante décadas detiveram o monopólio desse comércio tornando essas cidades fenomenalmente ricas. Os ilalianos eram favorecidos pela óbivia vantagem geografica no mediterraneo e principalmente pela boa relação com o império bizantino. O império bizantino foi o que restou da fragmentação império Romano do Oriente que, cobria toda essa região.
Porém quando em 1453 houve a queda do Império Bizantino ocupado pelo Império Turco Otomano, que tomou Constantinopla atual Istambul, barrando as rotas comerciais marítimas e terrestres. O comércio sofreu um grande abalo, pois além de serem cobradas taxas altíssimas pelos produtos comercializados, tornou-se muito perigoso para cristãos navegarem no Mediterrâneo Oriental, o que elevou o preço dos produtos para valores astronómicos. 

 VÍDEO 4. A AVENTURA PORTUGUESA – CONQUISTA DE CEUTA E INICIO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES
Oque marca o ínício do perioddo das Grandes Naveações é a conquista de Ceuta em 10 da agosto de 1415. O jovem príncipe infante D. Henrique, que participou na conquista, ficou espantado com o rico comércio da cidade, mas teve algo que chamou mais sua a atenção foi o ouro da Guiné trazidos por caravanas pelo deserto do Saara. Porém o principe logo percebeu que tomar a cidade não significava ficar como ouro vindo da Guiné, pois as caravanas que traziam esse ouro, tão logo soberam da tomada da cidade e sua insegurança começaram a mudar sua rota.
O infante D. Henrique decidiu então, intercepitar essas caravanas em seu ponto de partida. Como sabia que seus homens não poderia cruzar o terrível deserto do Saara ele percebeu que precisaria chegar até a Guiné por mar, contornando a costa do Marrocos. Para faze-lo teria que enviar seus navios para enfrentar o temível mar tenebroso.
O infante, então, decidiu interceptar tais caravanas em seu ponto de partida. Como sabia que seus homens não poderiam cruzar o terrível deserto da Saara ele percebeu precisaria chegar até a Guiné por mar, contornando a costa do Marrocos. Para fazê-lo teria que enviar seus navios para enfrentar o temível Mar Tenebroso. Foi então que se iniciou a aventura portuguesa no Atlântico.
Tão logo se lançaram nas imensidoes do atlantico ocuparam as ilhas da madeira em 1419, e o arquipélogo de Açores em 1427. A ilha da Madeira foi queimada durante 7 anos e da terra arrasada surgiram os primeiros canaviais portugueses no além mar.
As ilhas Canárias já eram território espanhol desde do século XIII atribuido ao reino de Castela pelo papa Clemente VI
Apesar de usar as ilhas como escala, os homens do infante avançavam com muita dificuldade pela costa africana, depois das canárias acabava o mundo conhecido seu limite era o aterrador Cabo Não (hoje Bojador) considerado intransponível pelos europeus. esse limite só seria vencido em 1434.

EXPLORADORES E SUAS VIAGENS
VÍDEO 5 GIL EANES – 1434 – DOBRA DO CABO NÃO
No video anterior foi comentado a dificuldade dos lusos de avançarem na costa Africana, em especial o ponto mais ao sul conhecido que por tao dificil de contornar recebeu o nome de Cabo Não. Foram 15 tentativas frustradas desde 1422, então em 1434, Gil Eanes finalmente contornou o cabo  hoje chamado Bojador.
A dobragem do Cabo Bojador por Gil Eanes constituiu um marco importante na expansão portuguesa, pois por um lado desfizeram-se os mitos medievais de monstrous marinhos, havia também a crença de que a terra fosse plana, como uma bandeija, e hovesse um abimo onde os navios despencariam. Destruindo a crença fixa dos mareantes de que o oceano não era navegável para além do Cabo Bojador; e por outro lado abriu-se o caminho para a exploração da costa ocidental de África.
Embora a viajem até o Bojador fosse relativamente tranquila, o retorno era ua operação complexa, ja que o ventos sopravam na direção oposta, os marujtos temiam uma viagem sem volta

então para seguir avançando houve a necessidade de aprimoramento das embarcações,
Tanto a barca quanto o barineu eram embarcações que usavam velas retangulares, esse modelo de vela avançava muito lentamente contra o vento. Quando entrava em cena a  CARAVELA.
Originárias dos antigos caravos (as lagostas) árabes, as caravelas revelaram-se uma das mais brilhantes contribuições do genio português a inventibidade humana. Com cascos equios e e velas de pano triangular, chamadas Latinas, as caravelas podiam navegar contra o vento com muito mais facilidade e rapidez.
Com a manobra chamada Bolinar que consiste me navegar em zigue e zague trocando as velas de lado permitia o navio avançar contra o vento com mais facilidade,

VÍDEO 6.CHEGADA AO OURO DA GUINÉ
Graças às caravelas e aos novos instrumentos náuticos, os navegadores portugueses que já haviam vencido o temível Cabo Não puderam continuar o avanço ao  longo da gosta africana. O avança era lento cerca de 300km por ano. Onde paravam iam colando postes de pedra na marcando a costa africana.
Em 1436 Afonso Gonçalves Baldaia chega ao cabo Branco e rio do Ouro. A partir de então ficou generalizada a convicção de que essa área da costa africana poderia, independentemente de novos avanços, sustentar uma atividade comercial.
Em 1441, Nuno Tristão chega a ilha de arguim
Só em 1444 chegaram ao verdejante delta do rio senegal na áfrica negra. A barreira da áfrica árabe fora vencida e o ouro da Guiné estava ao seu alcance.
O ouro da Guiné revolucionou a economia europeia. A Europa estava carente de metais e a cunhagem de moedas que fora suspensa foi retomada. A nova moeda inglesa chamou-se guinéu.
Em 1456, Diogo Gomes atingiu o arquipélago de Cabo Verde .
Em 1460 Pero de Sintra Serra Leoa
Em 1472 João de Santarém, Pedro Escobar chegaram ao Ilha de São tomé e principe
Em 1484, Diogo Cão chegou ao rio Zaire
Depois de ter desvendado os segredos das minas da Guiné, as caravelas portuguesas tomaram o lugar das caravanas do deserto, esvaziando o comércio do Marrocos e do Egito com outros países europeus. Portugal montou fortificações e entrepostos comerciais no litoral africano.
Ao atingir o senegal os lusos não encostram apenas ouro, mas uma terrível fonte de renda para financiar sua expansão ultramarina: começara a escravizar os nativos da região. A escravidão do período Grego-romano havia arrefecido na Europa e foram os portugueses que reaqueceram o tráfico de escravos mundial
e em 1486, o mesmo Diogo Cão chegou ao Cabo Cross. A partir desse ponto o rei decidiu dar um salto mais longo tentar vencer o limite do continente africano, e para essa incrível missão o rei escolheu BARTOLOMEU DIAS.


VÍDEO 7.BARTOLOMEU DIAS – 1487 – 1° A ULTRAPASAR O CAPO DAS TORMENTAS
Bartolomeu Dias zarpou de Lisboa em agosto de 1487 no comando de 2 caravelas e 1 naveta auxiliar. Seguindo viagem passou pela ilha da madeira e ilhas canárias, que é territóro de Castela e pelo cabo bojador e um pouco mais a frente o arquipélago de cabo verde.
Seguindo a rota já experimentada pelos exploradores anteriores que desde 1418 vem documentando e cartografando a costa de África
Então em outubro de 1487 atingiu o Cabo Cross onde fica atualmente a Namíbia,  nesse ponto a viagem se torna mais complicada pois esse é o ultimo ponto ao sul que estava mapeado pelos portugueses. Foi atingido e cartografado pela expedição de Diogo Cão feito em 1486, ou seja, um ano antes.
Continuando para sul, foram atingidos por um violento temporal. Ficaram vários dias sem controle, enfrentando fortes ventos e  ondas. Quando o mar acalmou, navegaram para leste em busca da costa, mas só encontraram mar.
Decidiram, então, ir para o norte, quando avistaram a costa, que aí já tinha a orientação oeste da embarcação, foi quando percebeu que havia dobrado a costa continental, era início de fevereiro de 1488.

Bartolomeu Dias ainda tentou ir em frente avançando o índico, mas a tripulação o obrigou a voltar, o ponto mais longe que conseguiu atingir foi a foz de um rio, que batizou de rio do Infante atualmente Great Fish River.
O ponto extremo da áfrica foi batizado por Bartolomeu Dias como Cabo das Tormentas e depois pelo rei D. João II de Cabo da boas esperança e assim permanece até hoje.

VÍDEO 8.CRISTÓVÃO COLOMBO – 1492 – 1° DESCOBRIDOR DO CONTINETE AMERICADO
Quando Bartolomeu Dias retornou a Lisboa dizendo que a África podia ser contornada foi uma péssima notícia para Cristóvão Colombo, que a anos tentava convencer o rei D. João II a financiar sua Expedição.
Colombo acreditava que saíndo de Portugal e cruzando o oceano no sentido oeste seria mais fácil chegar  à Índia, ao invest de contornar a África, so que ele não sabia que no meio havia o continente Americano. O projeto dele se baseava na teoria da esfericidade da terra, influênciado por  filósofos clássicos como Aristóteles, Estrabão e Plínio,  e também por Paolo Toscanelli, geólogo, médico e matemático italiano, contemporánio a Colombo.
Percebendo que não conseguiria apoio com o Rei Português decidiu se transferir para a Espanha. No reino rival, caiu nas graças da rainha Isabel, e obteve dela o dinheiro necessário para financiar uma expedição rumo ao oeste desconhecido.
Em 3 de agosto de 1492, com uma nau e 2 caravelas partiu de Palos da la Frontera, passou pelas ilhas Canárias, território que já era de domínio espanhol. Empurrada pelos ventos que “alisam” o mar (os alísios) sua frota navegou por pouco mais de 1 mês, quando sua tripulação temendo precipitar-se no abismo do fim do mundo começaram a amotinar Cristóvão Colombo, por sorte, avistou a terra firme, era 12 de outubro de 1492,  chegou ao que chamou as "Índias ocidentais", um ilhéu das Bahamas a que deu o nome de São Salvador.
Continuando a navegar acostou em Cuba e chegou ao Haiti a que deu o nome de Hispaniola. Supondo de ter chegado à Índia deixou uma pequena colônia e regressou à Europa.
Tinha acabado de descobrir um novo continente que seria mais tarde, chamado de América.
Embora tenha feito mais outras 3 viagens a região, Cristóvão Colombo morreu em 1506 convecido de que havia chegado à india pela rota oeste, tanto é que chamou de índios os nativos que ali encontrou.

Bibliografia

Brasil: Terra à Vista, Eduardo Bueno, Palavra da gente - Volume 6

Pesquisas

https://www.youtube.com/watch?v=OigfEaxZRs4

https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_dos_Descobrimentos

http://astro.if.ufrgs.br/coord.htm

http://www.cienciaviva.pt/equinocio/pdf/lat-long.pdf

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120425123329AA5WuvO

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070910192434AAmVnYB

http://timpanosgeograficos.blogspot.com.br/2011_03_01_archive.html

http://www.mat.ufrgs.br/~portosil/passa2d.html

http://www.cienciaviva.pt/equinocio/lat_long/cap4.asp

https://sites.google.com/site/uptdescobrir/biografias-de-navegadores/gil-eanes