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| A Indústria Petroquímica
Essa é uma série de animações originais sobre a química do petróleo, a série é dividida em 4 partes. A 1° parte fala sobre a exploração do petróleo on shore e off shore, A 2° traz informações sobre a separação do gás natural e uma rápida revisão da nomenclatura em química orgânica. A 3° fala sobre o processo de tratamento e separação do óleo e a 4° parte uma incrível animação sobre a destilação fracionada. Bom estudo a todos, curtam os vídeos e não se esqueçam de se inscrever no canal.

Sobre o Gog Escola

O Gog Escola é um projeto inovador de animações gratuítas para apoio as aulas. Através do uso das animações/simulações pode-se representar com detalhes qualquer fenômeno ou fluxo dentro de qualquer assunto dessas disciplinas, isso torna o entendimento muito mais fácil, torna o assunto mais interessante e facilita o entendimento do aluno e o trabalho do professor. Saiba mais aqui

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Descrição

O petróleo e uma mistura complexa de hidrocarbonetos que ocorre na natureza em rochas sedimentares na forma gasosa (gás natural), liquida (óleo cru), semi-sólida (betume), ou sólida (cera) (fonte RIAZI, 2005).

A extração do petróleo se dá com a perfuração de poços realizados por sondas

Desses poços o petróleo jorra por força da pressão dos gases, quando isso acontece e o petróleo é elevado naturalmente pela pressão dos gases. Esse poço é chamado poços surgentes, pois o óleo surge naturalmente.

Chama a atenção nas sondas de perfuração a presença de uma torre de perfuração ou derrick, cuja finalidade é prover um espaçamento vertical livre acima da plataforma que permitir que os tubos de perfuração sejam manuseados, o que confere maior agilidade à operação.

Quando a pressão no poço não é suficiente para fazer surgir o óleo, o petróleo tem que ser bombeado
Mesmo em poços surgentes, ao longo de sua vida produtiva, acabam por ter um declínio na pressão preexistente, sendo necessária a utilização de métodos de elevação artificial. (fonte ALMEIDA, pg 18)

Os 4 métodos de elevação artificial mais comuns na indústria do petróleo são esses aqui listados
Gas-lift contínuo e intermitente (GLC e GLI).
Bombeio centrífugo submerso (BCS).
Bombeio mecânico com hastes (BM).
Bombeio por cavidades progressivas (BCP).

Porém o O Bombeio mecânico com hastes é o mais conhecido e utilizado em todo o mundo, popularmente conhecido como bombeio com "cavalo de pau".
O princípio de funcionamento é a transformação do movimento rotativo de um motor elétrico
ou de combustão, em movimento alternativo, que através das hastes de uma coluna transmite este
movimento para o fundo do poço, acionando uma bomba que eleva os fluidos até a superfície.

Esse tipo de tecnologia de exploração são para os poços chamados onShore, isso é, os poços na costa ou terrestres, são menos complexo em termos de tecnologia,.

A exploração no mar, em águas profundas é chamada offShore, veremos mais detalhes desse tipo de exploração mais a frente.

Atualmente, existem 192 blocos exploratórios onshore sob concessão no Brasil, dos quais 75% se encontram na Região Nordeste. Com um total de 24 operadores dessas áreas, a Petrobras é a que detém mais de 20% das concessões.(fonte FIRJAN 2017)

Destaque para os Campos de Candeias na Bahia, o primeiro campo comercial descoberto no Brasil, em 1941, continua ativo. Mesmo caso do campo Dom João Terra (1947) e Água Grande (1951), na Bacia do Reconcavo na Bahia. Além dos campos de Potiguar, Sergipe, Alagoas, Parnaíba e outros
Com campos em águas rasas e campos terrestres, a região de Rio Grande do Norte e do Ceará estao entre as maiores produtoras de petróleo onshore do Brasil
Porém a exploração onShore representa apenas 10% da exploração de petróleo e gás, provavelmente porque a Petrobras transferiu para o mar seu esforço exploratório, a partir do início dos anos 1970.
Já a exploração offShore  é muito mais cara e complexa.
Na exploração marítima em águas profundas é utilizado um conjunto complexo de tecnologias disponibilizados sobre uma plataforma. Essas plataformas podem ser:
Fixa – Profundidade, até 300 metros, funciona como uma estrutura rígida fixa no fundo do mar, a vantagem é que a instalação é mais simples e o controle do poço é feito na superfície, no Brasil os exemplos são as plataformas da Petrobrás Mexilhão, Pampo, Garoupa, Pargo 1A 1B germinadas.
Autoelevável ou JackUp – Profundidade, Até 150 metros. Tem pernas que se autoelevam. Ao chegar à locação, um mecanismo faz as pernas descerem e serem assentadas no solo marinho.
A vantagem é a facilidade para mudar de locação e o comportamento de estrutura fixa, que permite que o controle dos poços seja feito na superfície. Exemplos no Brasil são as plataformas da Petrobras P-3, P-4, P-5, P-6, P-59.
Semissubmersível, - Mais de 2.000 metros (pode ser instalada em grandes profundidades graças aos sistemas de ancoragem modernos).Plataforma flutuante, estabilizada por colunas. Pode ser ancorada no solo marinho ou dotada de sistema de posicionamento dinâmico, que mantém a posição da plataforma de forma automática. A vantagem é que é Especialmente projetada para ter pouco movimento.
Exemplos no Brasil são as plataformas da PetrobrasP-51 P-56 P-10 P-55 P-18 P-25 P-40 P-52
FPSO – Sigla em inglês para Floating Production Storage end offloading, um navio plataforma que pode produzir, armazenar e transferir pertróleo  e gás - Mais de
2.000 metros (pode ser instalada em grandes profundidades graças aos sistemas de ancoragem modernos). Plataforma flutuante, convertida a partir de navios petroleiros, na maioria dos casos. Assim como a semissubmersível, é ancorada no solo marinho.A capacidade de armazenamento permite que opere a grandes distâncias da costa, onde a construção de oleodutos é inviável.
Exemplos no Brasil são as plataformas da Petrobras P-34, P-50, P-54, P-62, Cidade de Angra dos Reis, Cidade de São Vicente, Cidade de Paraty, Cidade de Itajaí.
Tlwp – ate 1500 metros Plataforma flutuante, de casco semelhante a uma semissubmersível. É ancorada no fundo do mar por cabos ou tendões de aço tracionados. Vantagens Possui sistema de ancoragem rígido e movimentos reduzidos, o que permite que o controle dos poços seja feito na superfície. Exemplos no Brasil são as plataformas da Petrobras P61.
Navio Sonda- Mais de 2.000 metros. Plataforma flutuante com casco em forma de navio, usada para perfuração de poços. Pode ser ancorada no solo marítimo ou dotada de sistema de posicionamento dinâmico, que mantêm a posição da embarcação de forma automática. As vantagens são maior autonomia para perfurar em grandes distâncias da costa. Exemplos no Brasil são as plataformas da Petrobras NS-09, NS-15, NS-16, NS-24.

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Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Jorge - Introdução à Indústria do Petróleo / FURG – CTI. Rio Grande, 2006.
NETO, Prof. Dr. Afonso Avelino Dantas. GURGEL, Alexandre, Ph.D. REFINO DE PETRÓLEO E PETROQUÍMICA - Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Química
BERTOLINI, Professor: Wagner Luiz Heleno Marcus - Química p/ PETROBRAS (Técnico de Perfuração e Poços);
JUNIOR, Samuel Mathias do Amaral - Estratégias de Flexibilização para o Processamento de Gás Natural Empregando Diferentes Métodos de Condensação - Universidade Federal do Espírito Santo - Centro Universitário norte do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Energia – 2018;
FIRJAN, Ambiente Onshore de Petróleo e Gás no Brasil, 2017 ;
CHEMELLO, Prof Emiliano - Petróleo e outras fontes de hidrocarbonetos - QUÍMICA ORGÂNICA, www.quimica.net/emiliano
RIAZI, M. R. Caracterization and properties of petroleum fractions. ASTM Stock Number: MNL50, First Edition, USA, Philadelphia, PA, 2005.
MOTA, Mariana Frizera Borghi, Implantação de um sistema de destilação atmosférica de petróleos no LabPetro-UFES e estudos quimiométricos de frações – 2008.
BARCZA, Prof. Marcos Villela - Processos Químicos Industriais III ;
EPE, Empresa de Pesquisa Energética. Metodologia para Cálculo da Oferta de Gás Natural Seco e Derivados. 2016. www.epe.gov.br
ROITMAN, Valter. R741 Curso de formação de operadores de refinaria: operações unitárias / Valter Roitman. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002;
RELATÓRIO ANP, Relatório [Revisão da RANP nº 16/2008] Comitê de Monitoramento do Novo Mercado de Gás para os debates acerca da possibilidade de alteração da especificação do gás natural, 2020-2021;
PETROBRAS, www.petrobras.com.br